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O tédio da vida

O tédio da vida

Palimpsestos de noites em claro

Debaixo dos meus olhos,

Círculos negros desenham-se

Uns após outros, infindáveis.

Palimpsestos de noites em claro.

 

O corpo exausto implora descanso

Mas a alma permanece insaciada.

Os bocejos são intermináveis,

A irritação acumula e fervilha.

 

Tudo me cansa, tudo me esgota.

Apenas desejo repousar o corpo

No colchão mais suave e deixar-me

Evadir pelo nada do inconsciente.

 

Sentada, com os olhos pesados,

Escrevo o que a exaustão me dita.

Cerro as pálpebras e sinto o meu ser esmiuçar-se

Que leve sensação, que silêncio reconfortante.

Deixo enlevar-me devagar, sem pressa de nada...