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O tédio da vida

O tédio da vida

Natureza

 

 

Vejo pela janela do metro a relva molhada. Chove com intensidade. O seu cheiro, ou a ideia que eu tenho dele, invade-me o espírito. Quero fazer parte dela, fundir-me com ela. Saber que a minha existência não interfere a vida de ninguém. Ou mesmo, que não sou ninguém, apenas uma parte da natureza. Não seria tudo tão simples se eu me pudesse deitar na relva e sê-la? Para quê continuar a ser um humano, sujando-me e ficando doente? Plantas, deixem-me juntar-me à vossa placidez de vida. Às vezes pisam-vos ou matam-vos, bem sei, porém vocês não pensam. Levam uma vida calma, não sabendo que um dia irão morrer. Por esse motivo, são eternas e eu também o quero ser.

 

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