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O tédio da vida

O tédio da vida

Às vezes somos felizes

  Será que a felicidade existe? Será que há alguém neste mundo que possa afirmar que é, de facto, feliz? A resposta a ambas as perguntas (e muitas outras relacionadas) suscita uma pluralidade de reflexões e críticas. Eis o meu ponto de vista.

            Independentemente da nossa situação amorosa, familiar ou financeira, não nos é possível atingir a suprema felicidade (é factível de que por breves momentos, sejam estes coincidentes a horas ou a dias, conseguimos quase chegar à felicidade total, como se fosse algo tangível. Contudo, é apenas uma ilusão efémera). É verdade que muitas vezes  nos encontramos num período da nossa vida em que nos damos ao luxo de acreditar que tudo está onde deveria estar. Todavia, o que está ocultado é que uma tempestade de proporções devastadoras se aproxima a uma velocidade alarmante. E quando este desastre finalmente chega a nós, arrasa-nos por completo. A tristeza ou o vazio, que é o mais terrível de todos, apodera-se do que, até então, chamávamos de felicidade.

            A vida está repleta de adversidades infindáveis que não nos permitem viver no paraíso  eternamente. O sol está constantemente a ser encoberto por grossas nuvens negras, que caem sob a forma de água. Aguaceiros fortes ou chuviscos. depende da situação. Porém, é sempre algo que nos remove toda a esperança e positivismo que tínhamos. Após algum tempo, que pode ser bastante e parecer-nos uma eternidade, ou então pouco, o sol reaparece. Trata-se de um círculo vicioso que nos envolve e no qual, por conseguinte, nos encontramos encaixados. Não há forma de conseguirmos contorná-lo ou escapá-lo.

             Não nos deixemos cair em desalento nem em abulia. A verdade é que a tristeza também não é constante. Há dias de chuva, correto. Às vezes, até ocorre um dilúvio. No entanto, o sol irá estar sempre presente por detrás destas nuvens horríveis que tanto nos amedrontam. Iremos ultrapassar sempre estes obstáculos durante o decorrer do tempo e é nos períodos em que conseguimos alcançar um pouco de paz, que nos devemos focar.

             É-nos possível concluir, portanto, que a felicidade existe, efetivamente, mas não é algo que permaneça durante muito tempo. Esta deambula de corpo em corpo, dividindo-se, multiplicando-se, mas nunca chegando para todos e, portanto, cada um tem de esperar pela sua vez. Às vezes, somos felizes. Outras vezes, somos tristes.

 

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